Thiago Mombach; Marcelo Ruggeri: alunos de Engenharia Elétrica. "T" com Filtro de Linha, 22 de novembro de 2012. Instituto Federal Sul-rio-grandense, campus Pelotas.
Os [filtros de linha] comercializados[, em adição à proteção contra desvios (tensões harmônicas e inter-harmônicas, histerese, saturação, induções por radiofrequência, transitórios, e demais não-linearidades),] também apresentam alguma forma para conter surtos de tensão, já que são rotineiros e originados por falhas da companhia de distribuição, descargas atmosféricas, etc. Esta proteção usualmente é dada pela simples inserção de um varistor em paralelo aos pinos de fase e neutro (outra fase) e após o fusível, isto é, mais próximo da carga (load). Estes dois componentes atuam juntos, pois o varistor apresenta alta impedância em operação convencional, logo, em nada altera o funcionamento dos aparelhos a jusante. [...]
Porém, quando este tipo de anormalidade acomete a alimentação, a impedância do varistor é violentamente diminuída e toda a corrente/potência é redirecionada da carga para o varistor. Então, este incremento de corrente no circuito, devido à elevação de tensão força o fusível a atuar e abrir o circuito. Dá-se a necessidade de atuação conjunta, visto que os fusíveis não são suficientemente rápidos a evitar que surtos danifiquem a carga, porém os varistores o são. Contudo estes, assim como os fusíveis, não permanecem íntegros sob elevadas correntes por longas durações, logo, não se pode utilizar um fusível de atuação mais lenta do que a queima do varistor, [que, se] queima não mais atua como divisor de corrente e a carga recebe plenamente a tensão em surto.
Após o evento, tanto o fusível quanto o varistor são de fácil substituição e baixo valor, ao contrário da carga que pode ser um sofisticado eletrônico (Blu-ray, computador, geladeira, etc). Ainda que apenas o fusível tenha queimado, é interessante também trocar o varistor, uma vez que atuou fora dos limites operacionais de tensão, sofreu alguma avaria e seu rendimento é questionável.